SAÚDE

Gravidez não planejada atinge 62% das mulheres no Brasil

Pesquisa da Bayer revelou dados alarmantes sobre o uso de métodos contraceptivos e gestações inesperadas.

A decisão de ter um filho representa um marco na vida de qualquer casal. Trata-se de uma fase complexa que requer planejamento antes mesmo de conceber um bebê. Além de investir em cuidados físicos, os pais precisam estar em sintonia e preparados psicologicamente para encarar as dores e as delícias da paternidade ou da maternidade. Leia mais: antes de tentar engravidar, futura mamãe precisa cuidar da saúde.

 

Pesquisa Febrasgo

 

Em teoria, a chegada de uma criança deveria ser sempre esperada e celebrada, sendo fruto de um bom planejamento familiar. No entanto, infelizmente isso não é o que acontece na maioria dos lares brasileiros. Em razão da desinformação, ausência ou uso incorreto de métodos contraceptivos, muitas mulheres se surpreendem ao se descobrirem grávidas. Veja no Blog Bayer: como escolher o melhor método contraceptivo?

 

Cerca de 62% das mulheres já tiveram pelo menos uma gravidez não planejada no Brasil. Esse índice alarmante foi revelado por uma pesquisa da Bayer, em parceria com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e realização pelo IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria). O percentual brasileiro ficou muito acima da taxa média mundial de gestações não intencionais, que é de 40%.1

 

Dificuldades para prevenir gestações

De acordo com a pesquisa, a gravidez não planejada ocorre principalmente por dificuldades relacionadas ao uso de contraceptivos. Entre os problemas, as entrevistadas apontaram “não fazer uso de método” (34%), “falha do método” (27%) e “uso de maneira errada” (20%).

 

A importância de se informar sobre o tema também foi destaque no estudo: 65% das entrevistadas afirmaram que, se tivessem mais conhecimento sobre contraceptivos na época em que engravidaram, poderiam ter evitado a gestação. Entre agosto e setembro de 2021, a pesquisa ouviu mil mulheres que já engravidaram. As participantes, das classes sociais A, B e C, e residentes em todas as regiões do Brasil, foram entrevistadas on-line sobre gestação e acesso aos métodos contraceptivos.

Experiência sexual e contracepção

Confira alguns resultados da pesquisa da Bayer em parceria com a Febrasgo, conduzida pelo IPEC, que entrevistou mil mulheres

 

  • 68% das mulheres iniciaram a vida sexual até os 18 anos.
  • 66% não tiveram consulta com ginecologista antes de ter a primeira relação.
  • 29% não sabiam que deveriam passar por uma consulta ginecológica antes de iniciar a vida sexual.
  • 27% não procuraram um ginecologista porque tiveram vergonha.
  • 53% das entrevistadas aprenderam sobre contracepção com um profissional de saúde.
  • 27% aprenderam sobre o tema na escola.
  • 23% das mulheres usam contraceptivo por conta própria, sem a adequada prescrição médica. Fonte: pesquisa Bayer.

 

Fonte: pesquisa Bayer

Métodos contraceptivos

Para combater o alto índice de gravidez não planejada, é preciso informar a população sobre as características dos vários métodos contraceptivos disponíveis. Há inúmeras opções, tais quais adesivo, anel, diafragma, coito interrompido, espermicida, preservativo, pílula anticoncepcional, DIUs, entre outros.2 Conheça todos eles aqui no Blog Bayer: bê-á-bá da contracepção.

 

Também é fundamental orientar sobre o uso dos contraceptivos. Entre os mais populares, a pílula anticoncepcional tem taxa de eficácia de 93%, desde que seja tomada diariamente sempre no mesmo horário, por exemplo. A camisinha, quando é utilizada de forma correta, tem eficácia de 83%.

 

“A escolha do método contraceptivo deve ser sempre realizada em consultório com a devida orientação da ginecologista, pois, além de ser avaliado o método mais adequado de acordo com a saúde da mulher e seus planos familiares, as orientações de como funciona, adaptações ao método e possíveis mudanças podem ser feitas de forma mais assertiva”, afirma a Dr.ª Maria Celeste Osório Wender, ginecologista, professora titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e diretora de Valorização Profissional da Febrasgo.

 

Segurança e comodidade

Quem está buscando soluções para evitar uma gestação pode se interessar principalmente pelos métodos contraceptivos de longa ação, conhecidos pela sigla LARC (Long-Acting Reversible Contraceptives), que englobam implantes hormonais e dispositivos intrauterinos. Entenda mais sobre o tema no blog: que tal repensar o método contraceptivo? O grande benefício dessa categoria é oferecer segurança a longo prazo, com eficácia comprovada de 99,2% a 99,9%, além da comodidade de não depender da boa memória da usuária para surtir efeito.

 

“Os métodos contraceptivos de longa ação, como DIUs hormonais, DIU de cobre e implante, dão mais liberdade para as mulheres. A colocação é simples e, no caso do DIU, desde que seja feito um acompanhamento para garantir que ele está no local correto, a mulher pode viver tranquilamente sabendo que a eficácia e a segurança do método se mantém”, explica a Dr.ª Maria Celeste.

 

Por que as gestações inesperadas preocupam?

Qualquer gestação naturalmente causa mudanças físicas no corpo de uma mulher que precisam ser acompanhadas com cuidado. No caso de uma gravidez não planejada, há riscos adicionais em decorrência dos impactos emocionais e alterações na rotina dessa mulher. A falta de planejamento familiar pode interferir na decisão de amamentar, no vínculo com o bebê e aumentar a chance de desenvolvimento de depressão pós-parto3, por exemplo. Leia mais: os riscos da gravidez não planejada.

 

De modo amplo, a gravidez não planejada pode trazer efeitos nocivos para a sociedade, pois compromete a qualidade de vida de muitas mulheres, interfere nas relações familiares e na formação de crianças. Trata-se de um problema de saúde pública que ficou ainda mais em evidência durante a pandemia do coronavírus.

 

De acordo com a Dr.ª Thaís Ushikusa, que é ginecologista, obstetra e gerente médica de Saúde Feminina da Bayer, a sobrecarga do sistema de saúde e a dificuldade de acesso aos métodos contraceptivos durante a pandemia interferem no planejamento familiar. “O medo de contrair o vírus faz com que muitas mulheres optem por não ir ao consultório médico. Mas esse receio não pode ser maior do que o cuidado com as possíveis consequências de uma gravidez não planejada, especialmente em adolescentes. Essas meninas estão mais propensas à pobreza, ao desemprego, a menores salários e a menor nível educacional quando comparadas com aquelas que não engravidam nessa fase da vida”, afirmou a Dr.ª Thaís em artigo para a revista Veja Saúde.4

 

A Bayer, que é líder no segmento de saúde feminina, desenvolve várias iniciativas para conscientizar sobre planejamento familiar e contracepção. Entre os destaques, a Bayer apoia o movimento on-line #LiberdadeVemDeDentro, que promove um diálogo transparente sobre sexualidade e empoderamento feminino para derrubar tabus e orientar sobre os métodos contraceptivos.5

 

Outra novidade da Bayer voltada para o público feminino foi o lançamento do aplicativo móvel “Meu DIU”, uma ferramenta baseada em inteligência artificial que permite monitorar o uso do DIU de forma personalizada e tirar as dúvidas das pacientes sobre contracepção.6 Saiba mais: apps Bayer - informações confiáveis na palma da mão.

 

PP-KYL-BR-0804-1.

 

Referências:

1 https://www.bayer.com.br/pt/blog/contracepcao-nao-deve-ser-tabu
2 https://www.bayer.com.br/pt/blog/contracepcao-voce-precisa-saber-evitar-uma-gestacao-indesejada
3 https://www.gineco.com.br/saude-feminina/materias-2/os-riscos-das-gestacoes-nao-planejadas
4 https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/precisamos-lidar-com-a-gravidez-nao-planejada-em-tempos-de-coronavirus/
5 https://www.liberdadevemdedentro.com.br/pt-br
6 https://www.bayer.com.br/pt/blog/apps-bayer-sanam-duvidas-pacientes