MELHORANDO VIDAS

Tratamentos modernos proporcionam mais qualidade de vida para pessoas com hemofilia

Focados na prevenção de eventos de sangramento, intervenção pode evitar lesões a longo prazo.

A hemofilia é uma doença hereditária, prevalente (em sua grande maioria) em homens e ainda sem cura. Mais de 12 mil pessoas no Brasil apresentam esta condição genética rara, que interfere na coagulação sanguínea. Essas pessoas carregam genes que resultam na falta ou insuficiência de proteína coagulante no sangue, ou seja, uma substância necessária para formar coágulos e, com isso, estancar sangramentos.

 

Tratamentos modernos proporcionam mais qualidade de vida para pessoas com hemofilia

 

No entanto, tratamentos modernos podem trazer mais qualidade de vida para os pacientes, que podem conviver com a doença e ter uma rotina normal, até mesmo praticar esportes sem medo de sofrer com hemorragias. Leia mais: o que é a hemofilia?

 

Há dois tipos de hemofilia, a A e B. A hemofilia A ocorre quando há deficiência do coagulante fator VIII (oito), enquanto a hemofilia do tipo B se manifesta quando no plasma sanguíneo do paciente falta o fator IX (nove). Essas pessoas podem sofrer com hemorragias espontâneas nas articulações e gengivas, por exemplo. Além disso, quando elas sofrem algum acidente ou ferimento, o sangramento representa uma ameaça.

 

O tratamento é focado na prevenção de hemorragias, chamado de “terapia de reposição”. A profilaxia consiste em infusão endovenosa dos concentrados de fator deficiente, justamente para repor a substância coagulante que está em falta no plasma sanguíneo do paciente.

 

As injeções podem conter fator de coagulação extraído do plasma de sangue doado ou coagulante, produzido com culturas de células geneticamente modificadas, sendo este último o método mais seguro porque elimina riscos de infecção derivados de sangue doado.

 

“O objetivo é reduzir as lesões, principalmente nas articulações, que são os locais de maior frequência de sangramento espontâneo na deficiência grave dos fatores de coagulação. Com isso, há uma melhora na condição musculoesquelética, diminuindo o risco de sangramentos graves. Hoje temos fatores recombinantes com meia-vida estendida, que promovem um tempo maior de duração do fator na circulação”, afirmou Dra. Marília Sande Renni, hematologista do Hemorio, em notícia da Veja Saúde.

 

De acordo com informações do Ministério da Saúde, os 12.983 pacientes com hemofilia A e B cadastrados no Brasil recebem as aplicações de profilaxia oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há uma ampla rede de hemocentros em todo o Brasil, composta por equipe multidisciplinar de tratamento que oferecem o tratamento sem custo para os pacientes.

 

A Bayer foi uma das primeiras indústrias a fornecer o fator VIII a partir de culturas de células geneticamente modificadas. Presente há mais de 20 anos no mercado de hemofilia mundial, atualmente a Bayer conta com um portfólio abrangente de produtos lançados em mais de 70 países. Leia também: Bayer contribui com mais 50 milhões de unidades de tratamento para o Programa de Ajuda Humanitária da Federação Mundial de Hemofilia

 

“Hoje, graças aos tratamentos de profilaxia individualizada e dos produtos recombinantes, os sangramentos são prevenidos. Isso possibilitou que os pacientes chegassem à terceira idade e com mais qualidade de vida. O desafio maior, agora, é o manejo da hemofilia junto das comorbidades que costumam acometer os idosos, como cânceres e cardiopatias”, afirma Renata Romanato, gerente Médica de Hemofilia da Bayer Brasil.

 

A Bayer busca desenvolver, cada vez mais, soluções inovadoras para o tratamento da doença. No futuro, espera-se novidades com as possibilidades de terapia gênica, capaz de alterar ou substituir genes “defeituosos”.

 

PP-JIV-BR-0029-1

 

Tags: hemofilia, profilaxia, hemofílicos, sangramento, hemorragia.