SAÚDE

Como o desequilíbrio hormonal prejudica a saúde da mulher?

O aumento de testosterona no corpo da mulher pode gerar sintomas como acne, surgimento de pelos em excesso e problemas no ciclo menstrual.

As mulheres podem passar por fases de turbulência hormonal. Mensalmente, o corpo lida com o ciclo de vaivém dos hormônios e a menstruação. Por si só, esse ciclo natural pode provocar oscilações de humor e incômodos. como as cólicas menstruais. No entanto, a circulação de hormônios pode sair dos trilhos, e o organismo pode apresentar características anormais, como acne e pelos na face da mulher, lembrando a barba masculina.

Tais sintomas podem denunciar o desenvolvimento de doenças chamadas de distúrbios andrógenos ou androgênicos. Os andrógenos são os principais hormônios masculinos, que são representados principalmente pela testosterona.

 

As glândulas femininas e ovários normalmente produzem testosterona, que desempenha funções importantes no sistema reprodutor e para a saúde da mulher. Entretanto, quando essa produção aumenta em excesso, a testosterona traz consequências preocupantes.

 

“Deve haver um equilíbrio no organismo feminino entre a quantidade de hormônio masculino e a de hormônio feminino. Quando essa balança se desequilibra, então vamos ter as manifestações hiperandrogênicas. O hiperandrogenismo se caracteriza principalmente pela acne, pelo hirsutismo e pela alopécia androgenética (calvície)”, explica Senhorinha Magalhães, gerente médica da Bayer.

 

Acne

A acne é um distúrbio dos folículos sebáceos. O folículo fica localizado na raiz do pelo e, por um excesso de estímulo de hormônio masculino como a testosterona, haverá um excesso de sebo secretado pelas glândulas sebáceas. O excesso pode obstruir a base do pelo e vai formar aquele quadro clássico da acne que é uma foliculite, inflamação do folículo que pode ser leve, grave ou moderada.

 

A acne pode se manifestar de forma leve, moderada ou grave. Um médico dermatologista é capaz de diagnosticar a acne em exame clínico visual. Distúrbios hormonais causadores de acne são mais comuns durante a adolescência e durante a gravidez, mas nada impede que o fenômeno ocorra em outras fases da vida da mulher.

 

Uma das grandes preocupações é o reflexo da acne na saúde mental. Estudos mostram que a acne pode provocar quadros de ansiedade em até 44% das pacientes e de depressão em até 18% das meninas. “A acne tem um grande impacto na qualidade de vida, principalmente no aspecto emocional, daí a importância de acompanhar essas pacientes. Na acne grave, podemos ter lesões em grande quantidade no rosto que podem deixar cicatrizes e causar insatisfação permanente para a paciente”, diz S. Magalhães.

 

Hirsutismo

Essa doença é caracterizada pelo aumento exagerado de pelos no corpo feminino. Um detalhe importante é o surgimento de pelos de aspecto masculino em partes do corpo onde eles não deveriam existir em excesso, como na região do buço, queixo, tórax, abdômen e axilas femininas.

 

O hirsutismo pode ser combatido com alternativas estéticas como a descoloração de pelos, remoção com lâmina, depilação convencional com cera ou a laser. Contudo, em casos mais graves, pode ser necessária a intervenção farmacológica. Medicamentos podem reduzir os níveis de hormônio masculino ou bloquear o receptor do andrógeno no corpo da mulher.

 

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

Essa é a principal doença relacionada ao desequilíbrio hormonal e que pode englobar todos os sintomas provocados pelo excesso de hormônio masculino no corpo da mulher. “A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma das manifestações hiperandrogênicas mais comuns na fase sexualmente ativa da vida da mulher”, afirma S. Magalhães.

 

Muitas vezes, a paciente busca ajuda médica para se queixar de irregularidade nas menstruações e, após exame clínico e de ultrassonografia, acaba descobrindo que há múltiplos cistos em seus ovários. A SOP pode fazer com que a paciente pare de ovular, gerando implicações na função reprodutiva. Os sintomas são as irregularidades menstruais ou amenorreia (ausência de menstruação), a dificuldade para engravidar ou infertilidade, distúrbios psicológicos, excesso de pelos, aumento de peso.

 

Mulheres que sofrem de Síndrome dos Ovários Policísticos podem apresentar escurecimento ou manchas de pele em regiões de “dobras”, como axilas e virilhas. Pode haver tendência de desenvolvimento da obesidade, com acúmulo de gordura especialmente no abdômen, e as pacientes também podem apresentar maior risco de incidência de outras doenças, como diabetes, hipertensão arterial, apneia do sono e câncer de endométrio.

 

É fundamental buscar a orientação de um ginecologista para tratar os distúrbios andrógeno-dependentes na mulher. A forma mais popular de controle da Síndrome dos Ovários Policísticos ocorre por meio de tratamento hormonal, com pílulas anticoncepcionais que são indicadas para controlar o avanço da doença e amenizam os sintomas.

 

Referências:
DIANE® 35. BAYER. Disponível em: <https://pharma.bayer.com.br/pt/produtos/produtos-bulas/visualiza-produto.php?codigo=diane-35>. Acesso em: 19 ago. 2020.
PARA QUE SERVE O DIANE 35? BULA COMPLETA. Disponível em: <https://consultaremedios.com.br/diane-35/bula/para-que-serve>. Acesso em: 19 ago. 2020.

 

PP-DIA-BR-0033-1 OUTUBRO 2020

 

Tags: desequilíbrio hormonal, Síndrome dos Ovários Policísticos, acne, hirsutismo, saúde feminina.