08/03/2019

Dia Internacional da Mulher: você sabe como surgiu essa data?

Muito além de referência para reforçar a importância das mulheres, o 8 de março é um marco para relembrar as lutas sociais, políticas e econômicas femininas

Em vez de “parabéns pelo seu dia”, lançamos um convite a todos: que tal olharmos para trás e refletirmos sobre as conquistas das mulheres até os dias atuais? Relembrar as lutas sociais, políticas e econômicas do gênero é o grande objetivo do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.


Dia Internacional da Mulher

Celebrada desde o século 20, e hoje lembrada como um pedido de igualdade de gênero, em protestos ao redor do mundo, a data — oficializada em 1975 pela ONU após Conferência Mundial —, teve origem no âmbito trabalhista, quando operárias iniciaram campanha dentro do movimento socialista para reivindicar direitos, uma vez que suas condições laborais eram ainda piores do que as dos homens à época. Em 8 de março de 1857, trabalhadoras de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições e igualdades de direitos trabalhistas, e foram duramente reprimidas. Posteriormente, em 8 de março de 1908, o movimento foi relembrado durante manifestação de peso, comandada por mulheres do comércio de agulhas da cidade, que exigiram a permissão ao voto e o fim do trabalho infantil.

Já em 1901 o Dia Internacional da Mulher ganhou ainda mais visibilidade, sendo utilizado também para obter apoio internacional em favor do direito ao voto. “Precisamos continuar falando da data, pois ainda há muito por fazer. Precisamos, ainda, considerar que somos várias e diversas, enquanto mulheres. Todas as mulheres precisam ser representadas e consideradas neste dia”, destaca Aline Alves Felix, consultora sr de Talento & Inclusão. No Brasil, em 1934, as mulheres conquistaram o direito ao voto e deram mais um passo importante em 1978 quando intensificam a luta por creches, direitos trabalhistas, salários iguais ao dos homens, serviços de atendimento (educação, saúde e vítimas de violência) e divisão do trabalho doméstico, durante o Congresso da Mulher Metalúrgica. O surgimento da primeira Delegacia da Mulher, em 1985, em São Paulo é reconhecido como outro ganho de grande relevância.

Na Bayer

Desde 2010, nos posicionamos globalmente a favor da equidade de gênero, por meio de uma nova diretriz que previa 35% de mulheres em posições de liderança até 2020. Ao longo dos últimos anos, investimos ainda mais em locais de treinamento, conscientização e implementação de práticas em prol dessa premissa.

Algumas mulheres importantes para relembrar nesse 8 de março:


  • Emmeline Pankhurst: fundou a Liga para o Voto das Mulheres junto ao seu marido Richard Marsden Pankhurst, que escreveu o primeiro projeto de lei sobre o voto feminino.

  • Malala Yousafzai: ativista paquistanesa é conhecida principalmente pela defesa dos direitos humanos, das mulheres e do acesso à educação. Por defender tais direitos em seu país, que impede que as jovens frequentem escolas, levou três tiros em 2012. Foi a pessoa mais nova a ser laureada com um Nobel.
  • Marla Runyan: primeira atleta americana legalmente cega de atletismo a se qualificar e competir pela equipe olímpica dos Estados Unidos. É medalhista de ouro paraolímpica e detentora de inúmeros recordes mundiais.

  • Rosa Parks: nome facilmente citado ao falar em ativistas que lutaram contra a segregação racial. É conhecida por recusar-se a ceder seu lugar no ônibus a um homem branco.

  • Hedy Lamarr: além de atriz de Hollywood, foi a inventora da tecnologia que permitia controlar torpedos a distância, durante a Segunda Guerra Mundial. Esse conceito de transmissão permitiu o desenvolvimento de tecnologias como o Wi-Fi e o Bluetooth.

  • Maria da Penha: depois de escapar de duas tentativas de assassinato por parte do marido e lutar durante 20 anos para ver o agressor punido, alertou o governo para a urgência de uma legislação que protegesse mulheres vítimas de violência doméstica. Sua batalha não foi em vão, e a lei que leva seu nome vigora desde 2006.

“A maior parte das datas relacionadas a conquistas históricas, na verdade, não são para comemoração. São datas para lembrarmos que, em algum momento, pessoas precisaram romper barreiras, desafiar e tomar uma posição para que todos tivessem igualdade de direito, de acesso a serviços básicos e de oportunidades. O Dia Internacional da Mulher precisa continuar existindo para que, claro, celebremos as conquistas anteriores, mas principalmente lembremos que há muito mais para se conquistar.” Aline Alves Felix, Consultora Sr de Talento & Inclusão