03/02/2020

4 de fevereiro - Dia Mundial de Combate ao Câncer 2020

  • A descoberta de que os tumores possuem uma assinatura genética própria mudou todo o cenário de diagnóstico e tratamento da doença
  • A inovação no desenvolvimento de novas terapias também passa a priorizar a qualidade de vida do paciente, principalmente quando não há chance de cura

São Paulo, 3 de fevereiro de 2020 – A inovação com foco em tratamentos mais precisos e eficazes torna possível que pacientes com diferentes tipos de câncer tenham qualidade de vida no convívio com a doença, mesmo quando não há chance de cura. Trata-se de uma boa notícia a ser lembrada no Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro neste ano, data em que autoridades públicas, sociedades médicas e associações de pacientes falam sobre prevenção, diagnóstico e novos tratamentos para a enfermidade – que talvez já não seja tão temida como antes devido aos avanços da medicina.

Há alguns anos, o diagnóstico de câncer era considerado uma sentença de morte, com pouca ou nenhuma chance de sobrevivência. Porém o cenário mudou completamente devido ao conhecimento mais aprofundado da doença e a descoberta da associação de diversos genes a tumores, o que permitiu a evolução da ciência no combate ao câncer.

O poder da genética

A ascensão das descobertas genéticas levou à constatação de que os tumores possuem uma assinatura genética própria. A partir daí, a medicina passou a entender o câncer como uma doença muito mais complexa, cuja manifestação também depende da constituição genética do indivíduo e do tumor. “Isso mudou tudo, do diagnóstico ao tratamento, e fundamentou a criação da oncologia de precisão. Agora, os protocolos de atendimento devem considerar as características do DNA do paciente e das células cancerígenas e não somente a localização ou o tamanho do tumor. Cada paciente, portanto, é único. Por isso, assim também deve ser seu tratamento: único e preciso, de acordo com suas marcas genéticas. Isto é a oncologia de precisão”, afirma o médico oncologista Fernando Santini, do Hospital Sírio Libanês.

Há algumas estratégias dentro deste conceito. Uma das mais conhecidas é a criação de medicamentos que atuam sobre proteínas produzidas a partir de mutações genéticas presentes nos tumores. Desta forma, o remédio age diretamente sobre o alvo desejado, as proteínas que dão condições para que as células doentes se proliferem. Isto garante maior eficácia e menos efeitos colaterais, uma vez que a medicação não tem ação sobre células saudáveis.

A última década foi marcada pelo lançamento de drogas do gênero, mas no ano passado, um novo medicamento chegou ao mercado com o pioneirismo de dar um passo adiante nessa forma de atuação. O latrotrectinibe é o primeiro que atua sobre mais de vinte diferentes tumores. Isto porque a medicação age sobre proteínas fabricadas a partir de uma alteração genética comum a todos esses diferentes tipos. “Seus resultados são impressionantes. Uma análise em 153 pacientes de três ensaios clínicos em andamento com crianças e adultos virgens de tratamento ou mesmo com vários tratamentos anteriores demonstrou uma taxa de resposta de 79% para diferentes tipos de tumores sólidos, com ausência de progressão da doença em um ano em 67% dos casos”, conta Dr. Santini.

Impacto positivo não só na vida do paciente, mas de toda a família

Quem vê o pequeno Levy hoje, com 2 anos de idade, brincando com a família em Brasília (DF) e se desenvolvendo normalmente, não imagina que, alguns meses atrás, seu quadro era radicalmente diferente. Para tratar um tipo de câncer chamado fibrossarcoma infantil, o bebê passou por sessões de quimioterapia que o mantinham com um catéter, sem sequer poder tomar sol ou sair para espaços públicos. A primeira dose debilitou tanto seu organismo que ele chegou a ter uma infecção generalizada. A segunda causou uma grave complicação no fígado.

Hoje, seu tratamento se resume ao larotrectinibe, que sua mãe, a médica cardiologista Monique Nogueira, lhe oferece oralmente, como se fosse um xarope comum. Levy é um dos primeiros pacientes brasileiros a utilizar o medicamento. O câncer de Levy, antes considerado gravíssimo, já reduziu em 70%, está estável e, com esse tamanho, já é operável.

Qualidade de vida para pacientes com câncer de próstata em diferentes estágios

A sofisticação científica que hoje ampara o desenvolvimento dos remédios busca também criar opções que assegurem maior qualidade de vida aos pacientes. Esta é outra mudança na forma de combater a doença. A preocupação é oferecer aos indivíduos a possibilidade de viver e tratar-se com menor sofrimento.

Dito isso, há décadas, os efeitos colaterais da quimioterapia devastam o paciente. Fadiga, dores, náuseas, vômitos, problemas cardiovasculares e desnutrição fazem parte do seu dia a dia. Muitas vezes, o desgaste é tão grande que ameaça o próprio tratamento, porque a pessoa simplesmente não tem condições de receber mais uma sessão de quimioterápicos, por exemplo.

O grande problema é que estes remédios agem sobre as células tumorais e também sobre as saudáveis. A nova geração de drogas, não. Além disso, algumas oferecem, inclusive, a possibilidade de evitar por mais tempo a mestástase (quando o tumor se espalha pelo corpo), como é o caso da darolutamida, aprovada recentemente no Brasil, indicada para pacientes com câncer de próstata resistente à castração, grupo que configura 3% dos atingidos pelo tumor. Estima-se que um terço dos pacientes que não respondem mais à privação de testosterona desenvolva metástases num período de dois anos. Nos estudos clínicos realizados com o medicamento, os homens que tomaram o remédio demoraram quase quatro anos (cerca de 40 meses) para desenvolverem metástases, enquanto os indivíduos que não receberam a medicação apresentaram metástases em cerca de 18 meses.

Já no caso de pacientes com câncer de próstata metastático, há alternativas que permitem ganhar tempo de sobrevida e também amenizar as dores intensas causada pela condição: os medicamentos radioativos, que começaram a ser lançados no país a partir de 2017 com a chegada do pioneiro Rádio 223. Esse é considerado mais um avanço de grande significado clínico e científico em Oncologia, já que esse tipo de medicamento passou a tratar um estágio do câncer que provoca forte dor e fraturas ósseas, restringindo o paciente ao leito e impactando suas atividades diárias. A abordagem, portanto, passou a ser uma alternativa que aumenta a sobrevida, alivia a dor e retarda as complicações ósseas desses pacientes, proporcionando mais uma vez, qualidade de vida.

Comodidade também é inovação

O tratamento mais prático também faz parte das tendências da área para melhorar a qualidade de vida do paciente. Por esta razão, há um grande investimento da indústria farmacêutica na criação de remédios em versão de comprimidos, as chamadas quimioterapias orais. A medicação regorafenibe - indicada para câncer colorretal metastático, tumores estromais gastrintestinais metastásicos ou não ressecáveis e carcinoma hepatocelular que tenha sido tratado com sorafenibe (contra câncer de fígado) e que não pode ser retirado com cirurgia – integra esta classe de remédios.

“A comodidade proporcionada aos pacientes por medicações assim é um ganho importante. Poder tomar seu remédio em casa e ficar longe do hospital por um, dois ou mais dias é um alívio para os doentes”, destaca o médico. No conforto de sua casa, na companhia da família e dos amigos, o ânimo do paciente é revigorado. E a sua esperança pode renascer a cada dia.

Sobre a Oncologia na Bayer

A Bayer – que promove a ciência para uma vida melhor por meio de tratamentos inovadores - expande sua atuação na Oncologia ao disponibilizar cinco produtos ao mercado e diversos outros ativos em vários estágios de desenvolvimento clínico. Juntos, esses produtos refletem a importância da área de pesquisa para a companhia, que prioriza metas e caminhos que tenham o potencial de impactar a maneira como o câncer é tratado no mundo.

Sobre a Bayer

A Bayer é uma empresa global focada em Ciências da Vida nas áreas de saúde e nutrição. Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar pessoas apoiando-as para superar os maiores desafios apresentados pelo crescimento e envelhecimento populacional. Além disso, a companhia visa criar valor por meio da inovação e crescimento. A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e a marca Bayer representa confiança, credibilidade e qualidade ao redor do mundo. No ano fiscal de 2018, com cerca de 117 mil colaboradores, obteve vendas de € 39,6 bilhões. Os investimentos totalizaram € 2,6 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 5,2 bilhões. Para mais informações, acesse www.bayer.com.br.

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