
São Paulo, 9 de fevereiro de 2026 — Criada pela Organização das Nações Unidas para ampliar a consciência sobre igualdade de gênero na ciência, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, reforça um cenário que ainda exige atenção: segundo a UNESCO, apenas 33,3% dos pesquisadores no mundo são mulheres. Esse é um tema que a Bayer, empresa com forte investimento em pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras para o agro, abraça e fomenta, por exemplo, por meio do Prêmio Mulheres do Agro e o WiSE (Woman in Science Exchange), programa global da companhia que visa o empoderamento feminino, com foco especial em mulheres na ciência.
No Brasil, a desigualdade de gênero na ciência também se reflete em instituições públicas de pesquisa. No Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por exemplo, dados do Governo Federal indicam que, em 2024, apenas 22,8% dos servidores eram mulheres. O dado reforça que o desafio da equidade atravessa diferentes áreas do conhecimento e ainda demanda ações consistentes.
No agronegócio, onde produtividade, mudanças climáticas, conservação de solo e água e segurança alimentar se cruzam diariamente, ampliar a presença de mulheres na pesquisa contribui para diversificar perspectivas, qualificar perguntas e acelerar soluções conectadas às necessidades reais do campo.
Gabriela Gandelini, Gerente de Regulamentação em Assuntos Científicos na Bayer, destaca que o compromisso da empresa também é interno e faz menção ao programa da empresa do qual participa ativamente. “Eu já vivi o WiSE dos dois lados: como mentora de uma jovem no início da jornada e como participante de uma mentoria, em outra iniciativa promovida pelo programa com o próprio CEO da Bayer, em um momento de transição de carreira em que eu tinha muitas dúvidas e desafios”.
Para ela, experiências como essas mostram como ações estruturadas podem fazer diferença na trajetória profissional. “Esses são exemplos de como iniciativas internas podem criar oportunidades de interação, troca e networking, favorecendo a continuidade de mulheres cientistas na área”, destaca. As iniciativas também contam com a participação de homens aliados, reforçando que equidade é uma pauta de todos.
Não à toa, a Bayer é uma das empresas do setor que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. “São mais de 2 bilhões de euros por ano para desenvolver soluções inovadoras para alimentar o mundo de forma sustentável. Isso se conecta diretamente à missão: ‘Saúde para todos, fome para ninguém’”, explica Gabriela.
Pesquisadoras fortalecem o agro e emergem como inspiração para meninas
Duas vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), servem de inspiração para meninas interessadas na carreira científica.

Dalilla Carvalho Rezende, vencedora da categoria Ciência e Pesquisa do Prêmio Mulheres do Agro de 2025: “A ciência e o agro também são lugares de vocês, mulheres. Estudem, sejam curiosas, façam perguntas. Busquem oportunidades como iniciação científica, bolsas e projetos. Cada passo conta”.
Com trajetória ligada ao agro e à ciência, Dalilla Carvalho Rezende, conta que sua decisão pela pesquisa nasceu da vivência no campo. Filha de pequeno produtor rural no Sul de Minas Gerais, ela cresceu observando problemas com doenças nas plantas, perdas de produção, insegurança diante do clima, dificuldade de acesso a tecnologias e apoio financeiro. Ao longo da formação, professores e orientadores foram fundamentais para consolidar esse caminho, mas Dalilla destaca que o convívio em laboratório e a oportunidade de iniciação científica, por meio de bolsas, tiveram um papel decisivo, por viabilizarem a permanência na universidade e fortalecerem sua autonomia e pertencimento ao ambiente científico.

Danielle Pereira Baliza, vencedora da categoria Ciência e Pesquisa do Prêmio Mulheres do Agro de 2024: “Sigam os seus sonhos. Desafios sempre vão existir, e esses desafios existem para serem vencidos. Fique próxima das pessoas que ajudam e não dê muito crédito às que tentam frear a sua caminhada.”
Danielle Pereira Baliza, vencedora em 2024, conta que sua jornada na ciência começou junto com a graduação em Agronomia, na Universidade Federal de Lavras (UFLA), quando percebeu que queria ir além das atividades de sala de aula. “Eu não queria apenas assistir às aulas e fazer as atividades propostas pelos professores; eu queria algo mais. E, para mim, esse ‘algo mais’ estava muito ligado no desenvolvimento de alguma pesquisa”, lembra. Para ela, ampliar a presença feminina na ciência é parte do caminho para um agro mais diverso, inovador e sustentável.
Apesar dos avanços, as cientistas reconhecem que há barreiras importantes a superar. Danielle relata situações de estereótipo no início da formação: em uma feira agropecuária, esperava atuar como monitora de campo para disseminar conhecimento, mas foi designada a vender chapéus por ser “muito bonita”, o que aceleraria as vendas. “Isso me machucou muito, porque eu queria ser reconhecida naquela feira pelo meu conhecimento”, diz. Ainda assim, ela reforça que a resposta foi persistir e buscar cada vez mais preparo técnico, até ser reconhecida pelo que produz e constrói como pesquisadora.
Dalilla descreve que, no agro, o preconceito pode aparecer de forma sutil, em “olhares de surpresa ou até de desconfiança” quando uma mulher ocupa posições de pesquisadora, professora, coordenadora ou diretora. Ela afirma que escolheu transformar esse cenário em demonstração consistente de competência: “Eu sempre enxerguei isso como uma oportunidade de mostrar, pelo exemplo, que competência não tem gênero”. Ela também menciona desafios ligados à desigualdade de oportunidades na formação, por ter estudado em escola pública, e observa que muitas mulheres ainda precisam conciliar carreira com responsabilidades de cuidado que, em diversas famílias, recaem principalmente sobre elas. Para superar, Dalilla cita estudo, preparo técnico, confiança, resiliência e a importância de redes de apoio formadas por colegas, professores, alunos, família e outras mulheres.
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, ambas reforçam que visibilidade e representatividade não são apenas simbólicas: elas abrem portas e mudam expectativas. Danielle destaca que a data estimula reflexão sobre contribuições já realizadas e sobre o que ainda é preciso avançar. Dalilla afirma que muitas trajetórias seguem invisíveis e que torná-las públicas transforma o “eu não consigo” em “eu também posso”. No dia a dia, ela observa esse efeito especialmente na sala de aula e no laboratório, quando alunas passam a se enxergar em espaços que antes pareciam distantes.
As mensagens de Dalilla e Danielle reforçam que o ponto de partida está na curiosidade e no acesso a oportunidades concretas, como iniciação científica, mentoria e redes de apoio, e que remover barreiras para permanência e progressão na carreira é uma responsabilidade compartilhada por universidades, instituições de pesquisa, poder público e empresas privadas que, assim como a Bayer, precisam estar verdadeiramente comprometidas em garantir um futuro mais sustentável, inclusivo e igualitário.
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Sobre a Bayer
Guiada por sua missão "saúde para todos, fome para ninguém", a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há quase 130 anos – seu segundo maior mercado no mundo – com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.
Sobre a ABAG
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) atua pelo fortalecimento, integração e equilíbrio das cadeias produtivas do agronegócio, com o propósito de valorizar e divulgar o papel estratégico do setor para o desenvolvimento sustentável do Brasil e para a segurança alimentar e energética global.
Fundada em 1993, a entidade acredita na vocação do País para o agronegócio e trabalha para que o Brasil consolide sua liderança mundial na produção e exportação de alimentos, fibras e energia, sempre aliando competitividade, inovação, preservação ambiental e desenvolvimento social.
Atualmente, a ABAG reúne cerca de 80 associados entre empresas, entidades setoriais e instituições que representam toda a cadeia do agro brasileiro. Mais informações no site.