São Paulo, 25 junho de 2020 – Com a chegada do inverno nossos hábitos mudam, os banhos ficam mais quentes, usamos roupas mais pesadas e muitas vezes consumimos menos água. Estas mudanças, aliadas à queda da temperatura e à baixa umidade do ar, afetam diretamente a saúde da nossa pele, provocando o ressecamento e textura áspera. Normalmente, as regiões do corpo mais atingidas são mãos, pés, joelhos, cotovelos e lábios.
Nessa época, é comum que surjam irritações cutâneas que podem gerar incômodos e desdobrar em problemas mais sérios. É o que explica Dra. Juliana Canosa, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “No inverno, inicialmente a pele tende a ficar mais ressecada, áspera. Quando o ressecamento passa a ser mais intenso, ela começa a ficar descamativa e pode evoluir para coceiras e até fissuras. Em caso extremo, pode ocorrer eczema pelo frio, uma erupção cutânea que precisa de cuidados especializados, principalmente se houver infecção por bactérias, que penetram nessas fissuras“.
A boa notícia é que com atitudes simples e pequenos ajustes na nossa rotina de autocuidado, é possível ter uma pele saudável e macia, mesmo no frio. “É importante aumentar o consumo de água para repor o líquido perdido por conta da respiração e do suor. Outra dica para recuperar e também proteger as áreas ressecadas é reduzir o tempo no banho, evitar o uso de buchas – mesmo as vegetais, além de intensificar o uso de produtos que oferecem hidratação intensa, fundamentais nesses períodos. E não podemos esquecer de manter o uso do protetor solar, mesmo estando em casa“, sugere a especialista.