Bayer apresenta leque de soluções para minimizar os impactos causados pela cigarrinha do milho

São Paulo, novembro de 2023 – O plantio do milho na safra 2023/24 já iniciou em alguns estados que cultivam o cereal na janela de verão. Junto com a semeadura, também começa o trabalho de monitoramento de uma das principais pragas da cultura, a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), inseto-vetor das doenças que compõe o complexo de enfezamento. Especialistas e entidades do setor buscam conscientizar os agricultores para que adotem não só medidas preventivas de controle, como também escolham híbridos adequados e um manejo integrado assertivo, visando mitigar prejuízos que podem chegar a 70% de uma lavoura, segundo a Embrapa.

 

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A primeira dica dos especialistas é que antes de iniciar a semeadura do milho, o produtor deve eliminar as plantas de milho voluntário (tiguera ou guaxo), que são plantas não cultivadas, oriundas de grãos e partes de sabugos com grãos de milho perdidos no processo de colheita e transporte, que acabam germinando não só nas áreas agrícolas, como nos acostamentos e canteiros das estradas e cidades.

 

“Esse milho tiguera acaba servindo de ponte verde entre uma safra e outra, abrigando tanto o inseto quanto os agentes causais que compõe o complexo: o enfezamento vermelho, enfezamento amarelo (pálido) e o vírus do raiado fino (vírus da risca). Por isso, ele precisa ser eliminado”, adverte Marcelo Ferri, Agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da Bayer.

 

O segundo passo é a escolha de híbridos com algum grau de tolerância ao complexo de enfezamento. Um bom exemplo de como esse item é importante é que desde que a cigarrinha do milho passou a trazer um risco mais expressivo para a cultura, a Bayer vem investindo no melhoramento de germoplasmas mais tolerantes ao complexo de enfezamento. Com isso, a empresa estima que os híbridos lançados com este propósito, entre 2020 e 2023, evitaram perdas de aproximadamente 3,67 milhões de toneladas de milho.

 

“Ou seja, o uso de híbridos com tolerância ao enfezamento foi importante para a economia brasileira. Essas 3,67 milhões de toneladas preservadas evitaram um prejuízo de US$ 350 milhões aos produtores”, afirma Pierri Spolti, diretor de Fitopatologia e Sistemas de Produção da Bayer.

 

Outro passo importante antes de iniciar o controle nas lavouras é tratar as sementes de milho, garantindo assim uma largada sadia da lavoura. Segundo Marcelo Ferri, o Cropstar®, inseticida sistêmico do grupo químico dos neonicotinoides (Imidacloprido), associado ao Thiodicarb, do grupo químico Metil-carbamato, que traz um amplo espectro de controle e proteção inicial para as lavouras.

 

Já o manejo para a lavoura implantada deve iniciar após o milho emergir, na presença das primeiras cigarrinhas adultas, aplicando o inseticida Curbix®, produto essencialmente de contato, do grupo químico do fenilpirazol (Etiprole), que servirá para o combate de cigarrinhas adultas e também de percevejos-barriga-verde. Ele também pode ter uma segunda aplicação, com um intervalo de no mínimo sete dias após a primeira aplicação.

 

Quando o milho atingir o estádio aproximado de V4 é o momento de iniciar também o combate contra as ninfas da cigarrinha, consideradas umas das principais razões para as explosões de população. O produtor pode iniciar a aplicação do Connect®, inseticida sistêmico do grupo químico dos neonicotinóides, associado à beta-cifultrina, pertencente ao grupo químico dos Piretroides (contato), com a função principal da translocação translaminar, que afeta as ninfas, mesmo quando escondidas na parte inferior das folhas.

 

“O manejo das ninfas da cigarrinha talvez seja um dos principais gargalos para o sucesso na erradicação dessa praga. Algo pouco comentado e difundido. Os produtores acabam deixando as ninfas prevalecerem e, por consequência, tem explosões de cigarrinha, que são mais atraídas por plantas já infectadas com o complexo de enfezamento, gerando um grande incremento da população da praga doente”, alerta o especialista da Bayer.

 

Por fim, o Connect® também ajuda a controlar os insetos adultos, caso entrem em contato direto ou por ingestão. Connect ainda auxiliará o produtor, em caso de nova infestação, em uma segunda e terceira aplicação do produto, com um intervalo de pelo menos sete dias entre elas, protegendo o milho até atingir o estádio de V8, considerado o período crítico para evitar perdas causadas pela cigarrinha.

 

Vale ressaltar ainda a importância do acompanhamento e adoção do manejo integrado de pragas (MIP). “Com as informações do monitoramento em mãos, os produtores percebem a importância do uso de dados para calibrar sua estratégia de manejo. A cultura do milho tem um período muito curto para definir o potencial produtivo e estar atento aos detalhes faz a diferença nos resultados da safra. Enfatizamos a importância de todos os produtores acompanharem o monitoramento, pois a cigarrinha está presente em todas as regiões de plantio de milho verão e safrinha, com potencial de causar impactos significativos ao potencial produtivo, caso não sejam tomadas medidas preventivas”, Marcelo Giacometti, gerente de Field marketing na Bayer.

 

Para garantir a segurança e eficácia em todo esse processo, o produtor deve procurar a orientação de um engenheiro agrônomo e seguir as regras de aplicação do que for receitado, observando as condições climáticas adequadas, escolha da ponta certa de aplicação, cobertura de gotas, pressão, volume de calda, entre outros detalhes. Assim, adotar medidas em conjunto é essencial para interromper esse ciclo”.

 

Sobre a Bayer 

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