São Paulo, 13 de agosto de 2020 – Ao longo da gravidez, o corpo feminino passa por diversas mudanças, tanto estéticas, quanto físicas. E para dar conta de tanta novidade, mantendo o organismo da mulher saudável, ao mesmo tempo em que se forma um novo ser em seu corpo, é preciso redobrar a atenção e os cuidados com a alimentação. Os nutrientes têm papel fundamental na formação do bebê, com impactos que podem ir além do nascimento e refletir em sua qualidade de vida e saúde futura.
Estudos têm sugerido que uma alimentação materna adequada em nutrientes pode ajudar a afastar condições como obesidade ou diabetes na vida adulta do bebê, além de trazer outros benefícios para mães e filhos.
O ômega-3 possui diversas ações que colaboram para a formação do bebê durante a gravidez. A partir do segundo trimestre de gestação, ocorre uma maior necessidade desse nutriente, e que é importante para o desenvolvimento de estruturas como o cérebro e a retina. O componente tem sido estudado também com relação à duração da gravidez. Pesquisas mostraram que o ômega 3 pode ajudar a reduzir o risco de parto prematuro, diminuindo as chances da mãe sofrer intercorrências e problemas de saúde nos bebês recém-nascidos.
Os benefícios desse nutriente podem não se restringir apenas à duração da gestação. É importante considerar a suplementação também no período pós-parto, já que há indícios de ganhos cognitivos ao bebê através do leite materno com doses adequadas de DHA.
A substância é encontrada em peixes de águas frias, como o atum e o salmão, oleaginosas como nozes e pistache, sementes como linhaça e chia, além de vegetais verdes escuros como couve, brócolis e espinafre. Portanto, uma nutrição materna saudável e equilibrada deve estar na lista de prioridades da futura mamãe.
Algumas sociedades médicas, como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a suplementação de DHA para gestantes brasileiras com baixa ingestão do nutriente. Já a ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) sugere a suplementação de DHA para toda gestante, baseada na dificuldade em se obter o DHA na dieta habitual do brasileiro, sugerindo a dose diária de 200 mg.
“É importante que a mulher receba orientação nutricional por meio de seu médico e/ou de seu nutricionista para que tenha uma dieta saudável e equilibrada durante a gestação e lactação, para a manutenção da saúde da mãe e do bebê. Sabemos que, com a realidade da mulher atual, nem sempre é possível atingir todos os índices nutricionais adequados. Nesses casos, a suplementação pode ajudar na obtenção das quantidades necessárias de nutrientes, como no caso do omega-3“, comenta Dr. Maurício de Souza, gerente médico da Bayer.