02/10/2019

Vitamina D para mamãe e bebê

Os holofotes da ciência se voltam para esse nutriente e sua relevância aumenta dentro do contexto dos 1100 dias, fase especial e que moldará o futuro da criança

Se ela já era festejada por atuar na mineralização dos ossos, agora há novos indícios sobre seu papel durante os 1100 dias – fase crucial para o futuro saudável e que engloba três meses antes da concepção, mais nove da gestação e, ainda, os dois primeiros anos do bebê.

Embora ainda exista um longo caminho da ciência para que se comprovem alguns efeitos, caso da prevenção do diabetes gestacional, diversos achados augerem a importância de se manter o níveis adequados dessa substância tão peculiar.

“Diferente de diversos micronutrientes essenciais, que devem vir exclusivamente por meio da alimentação, a vitamina D é fabricada no nosso organismo e obtida, em sua maior parte, via luz solar”, explica o ginecologista e obstetra Luciano de Melo Pompei, livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP e professor da Faculdade de Medicina do ABC.

Existe uma relação direta entre o tempo e a intensidade da exposição aos raios ultravioletas para a produção de vitamina D. Até mesmo o local e o clima podem influenciar nesse mecanismo. A vida moderna que, muitas vezes, limita os passeios ao ar livre, prejudica a adequação.

O uso de filtro solar também causa impactos. “Entre as gestantes o fator de proteção solar desses produtos costuma ser bem elevado”, comenta o médico. Como elas estão mais propensas ao aparecimento de manchas, devido às alterações hormonais, lançam mão desses cremes.

Como já foi dito, o cardápio conta poucos pontos aqui. Trabalhos revelam que a alimentação supre apenas de 10 a 20% da dosagem necessária¹. E nem sempre suas fontes aparecem no cardápio brasileiro. O óleo de fígado de bacalhau e os peixes gordurosos, como o salmão e o arenque, estão entre os fornecedores. Para as veganas, claro, a situação é ainda mais complicada.

Assim, não é raro que as taxas de vitamina D não sejam satisfatórias na maioria da população e, em especial, nas grávidas.

Achados científicos em discussão

O ideal é que estejam adequadas antes mesmo da gestação, isso porque existem trabalhos mostrando que deficiências podem estar por trás de um maior risco para abortamento².

Estudos sugerem também uma associação entre a escassez da vitamina e uma maior probabilidade à pré-eclampsia³, mal que eleva a pressão arterial e pode prejudicar a irrigação da placenta e, portanto, o desenvolvimento do bebê. “Existem indícios sobre essa atuação, especialmente logo no início da gravidez, mas são necessários mais trabalhos para a comprovação”, avalia Pompei.

Já durante os nove meses de gestação, não restam dúvidas sobre a importância do nutriente na formação do esqueleto da criança e para evitar perdas ósseas da futura mamãe. A vitamina estimula a absorção de minerais como o cálcio e assim ajuda na mineralização dos ossos.

Também existem trabalhos robustos indicando a ligação entre a vitamina D e a redução do risco de asma. Uma pesquisa, publicada no periódico científico JAMA, mostra que a suplementação na gravidez diminui a probabilidade dos bebês apresentarem sibilos respiratórios4. A reconhecida atuação em prol do sistema imunológico ajuda a explicar esse efeito.

Outro indício dos benefícios da adequação da vitamina D tem relação com o combate ao parto prematuro5. Trata-se de uma ação mais do que bem-vinda, pois quanto maior o tempo no ventre materno, menor as chances de intercorrências futuras.

Não à toa, órgãos médicos como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) indicam suplementos da substância na gravidez. As doses podem variar de 400 a 2000 UI por dia. “São realizados exames para estipular as necessidades de acordo com a paciente”, diz o especialista.

E mesmo após o nascimento do bebê a recomendação é válida. Nesse período ocorrem baixas hormonais que podem favorecer a perda óssea da mãe. Além disso, para aquelas que amamentam, é fundamental garantir que o leite seja o mais nutritivo possível e que não falte nenhum dos ingredientes indispensáveis para o filho.

Afinal, trata-se de uma fase especial em que as estratégias saudáveis vão beneficiar em curto e longo prazo.

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Referências

  1. Rosen CJ. Clinical practice. Vitamin D insufficiency. N Engl J Med. 2011; 364(3): 248-54.
  2. Gonçalves DR, Braga A, Braga J, Marinho A. Recurrent pregnancy loss and vitamin D: a review of the literature. Am J Reprod Immunol. 2018; 80(5):e1 3022
  3. Akbari S, Khodadadi B, Ahmadi SAY, et al. Association of vitamin D level and vitamin D deficiency with risk of preeclampsia: a systematic review and updated meta-analysis. Taiwan J Obstet Gynecol. 2018; 57(2):241-7
  4. Litonjua AA, Carey VJ, Laranjo N, et al. Effect of prenatal supplementation with vitamin D on asthma or recurrent wheezing in offspring by age 3 years: the VDAART randomized clinical trial. JAMA. 2016; 315(4):362-70.
  5. De-Regil LM, Palacios C, Lombardo LK, Peña-Rosas JP. Vitamin D supplementation for women during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2016; (1):CD008873

Sobre a Bayer

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