02/10/2019

Em dia com vitaminas e afins

Deslizes alimentares, cada vez mais comuns, estão por trás de déficits nutricionais que podem trazer prejuízos à saúde da mamãe e do bebê

Ainda que não faltem pesquisas ressaltando a importância de um cardápio equilibrado com espaço para todos os nutrientes, as dietas da moda pipocam a todo instante. E certos ingredientes acabam, injustamente, banidos do prato. O leite já teve seus dias de vilão. Pães e massas também caíram em desgraça, por causa do mal afamado glúten. Agora, celebridades apontam a carne vermelha como inimiga quando o assunto é emagrecimento.

São modismos sem fundamento científico que empobrecem os pratos. Outro fator que colabora para uma alimentação menos nutritiva é a correria do cotidiano moderno.

Não à toa, um dos maiores retratos sobre hábitos brasileiros¹, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revela que frutas, hortaliças têm perdido a vez para itens ultra processados, práticos e calóricos. O trabalho mostra que 90% da população não andam em dia com os níveis de vitaminas e sais minerais.

“Poucas pessoas têm a oportunidade de almoçar em casa, não sobra muito tempo para se dedicar à alimentação equilibrada, com espaço para adotar a recomendação do consumo diário que é de 200 a 400 gramas de vegetais”, lamenta o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, a ABRAN.

É por essas e outras que os cardápios não contemplam uma quantidade satisfatória de substâncias preciosas para quem deseja engravidar. Ribas destaca alguns dos mais importantes: ácido fólico, ferro, zinco, vitamina B12, vitamina D, cálcio e ômega-3². A mulher deve ter reservas apropriadas para que seu organismo não sofra depleções na gestação e para garantir que seu filho cresça saudável.

O desafio é alcançar a quantidade indicada de alguns nutrientes no menu diário.

Veja o exemplo do cálcio – mineral que zela pela gestante, prevenindo perdas ósseas, e que também é fundamental para a formação do esqueleto do bebê.

A recomendação é de 1000 a 1300 mg/dia, o que é possível conseguir com:

  • 1 copo de leite (200ml): 169,57mg
  • 1 prato raso de repolho cru (150g): 60mg
  • 2 pegadores de couve refogada (40g): 56mg
  • ½ barra de tofu firme cru (100g): 350mg
  • 2 colheres de servir de grão-de-bico cozido (90g): 44,1mg
  • 1 unidade de laranja (290g) = 95,7mg
  • 1 unidade de sardinha em óleo (12g): 46mg
  • 1 colher de chá de parmesão ralado (4g): 46,6mg
  • 1 unidade de figo (70g): 35mg
  • 1 colher de sopa de soja cozida (24g): 24,48mg
  • 1 unidade de iogurte integral (200g): 242mg

Se consumir tudo isso, o total vai ser de 1169,45mg. E bater a meta é complicado para muita gente.

E lá se vão vitaminas, minerais...

Além dos prejuízos da pressa, há fatores insuspeitos que colaboram com os déficits nutritivos. Até mesmo a maneira como são preparados os alimentos pode influenciar.

O ácido fólico, vitamina do complexo B essencial ao desenvolvimento do feto, se degrada e desaparece quando há cozimento exagerado. O ideal é preparar suas fontes, caso do espinafre e do brócolis, no vapor e rapidamente. É preciso dominar certos macetes culinários, portanto.

Escolhas alimentares inadequadas também contam pontos. “A população, em geral, está consumindo pouco ômega-3 e muito ômega-6”, comenta. O abuso de óleos vegetais, fontes do tipo 6, junto da escassez de peixes de água fria no prato, ajuda a explicar o desbalanço. Tamanho desajuste pode prejudicar a atuação do ômega-3.

“Existem evidências ³ de seu papel em prol de diversas estruturas do sistema nervoso em formação”, diz Ribas. Sem contar que contribui para a circulação sanguínea da gestante.

Para garantir que não haja deficiência, os especialistas sugerem suplementar na gestação e durante o período de aleitamento. Aliás, a suplementação de outros nutrientes, em toda essa fase, é bem-vinda.

“É preciso analisar os hábitos alimentares e solicitar exames laboratoriais para estabelecer as dosagens corretas”, comenta o nutrólogo. Hoje as novas tecnologias permitem avaliar com muita segurança. Também não faltam estudos que auxiliam nessa tarefa e evitam o risco de excessos.

Para alguns nutrientes, caso das vitaminas lipossolúveis, ou seja, A, D E e K, a atenção é redobrada, já que elas podem se acumular no organismo e ter efeito tóxico, como náuseas e dores de cabeça.

Ainda que haja necessidade de maior aporte na gravidez, o exagero nunca é benéfico. “Mesmo que a mãe proteja o feto, ela pode ser prejudicada com as doses elevadas”, sinaliza.

Atenção especial

Mulheres em situações especiais, com alergias e intolerâncias, além das veganas e daquelas que passaram por cirurgias bariátricas pedem mais cuidados. É fundamental que a flora intestinal esteja saudável, o que contribui para a absorção de nutrientes.

No conceito dos 1100 dias – que engloba três meses antes da concepção, mais nove da gestação e, ainda, os dois primeiros anos do bebê – a estratégia é adotar um estilo de vida saudável o quanto antes para garantir um futuro cheio de vigor aos descendentes.

O Omega 3 Natele® é um suplemento alimentar em cápsulas que auxilia na obtenção dos níveis ideais de ingestão de DHA (ácido docosahexaenóico). O consumo de uma única cápsula ao dia é equivalente aos 200mg de DHA recomendados pelas diretrizes nacionais e internacionais. O produto é indicado para uso durante o período pré-gestacional, de gravidez e lactação

Preço médio sugerido ao consumidor: Omega 3 Natele® - R$ 59,90

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Coordenação de Trabalho e Rendimento. Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: IBGE, 2011.
  2. Hanson MA, Bardsley A, De-Regil LM, et al. The International Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) recommendations on adolescent, preconception and maternal nutrition: “Think Nutrition First”. Int J Gynaecol Obstet. 2015;131 Suppl 4):S213-53.
  3. Suen VMM, Filho DRi, Almeida CAN de. Consensus of the Brazilian Association of Nutrology about recommendations of DHA during gestation, lactation and infancy. Int J Nutrology. 2014;(ISSN 1984-3011).

Sobre a Bayer

A Bayer é uma empresa global focada em Ciências da Vida nas áreas de saúde e nutrição. Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar pessoas apoiando-as para superar os maiores desafios apresentados pelo crescimento e envelhecimento populacional. Além disso, a companhia visa criar valor por meio da inovação e crescimento. A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e a marca Bayer representa confiança, credibilidade e qualidade ao redor do mundo. No ano fiscal de 2018, com cerca de 117 mil colaboradores, obteve vendas de € 39,6 bilhões. Os investimentos totalizaram € 2,6 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 5,2 bilhões. Para mais informações, acesse www.bayer.com.br.

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