03/12/2018

Dezembro Vermelho: Prevenção e informação marcam a luta contra o HIV

Dados mostram que a taxa de mortalidade caiu no Brasil, mas 40 mil novos casos ainda são descobertos por ano

São 37 anos, desde 1981, quando o primeiro caso de aids foi identificado no mundo. No Brasil, o diagnóstico veio pela primeira vez um ano depois. De doença mortal à condição crônica, muito se evoluiu em relação ao tratamento dos portadores do vírus HIV, mas o fato é que ainda não há cura, e, por isso, a prevenção e o acesso à informação ainda são os grandes pilares no combate à Aids (sigla originada do inglês, que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - acquired immunodeficiency syndrome).

Para conscientizar e incentivar compromissos com a luta contra a doença, foi instituído em 1988 o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O mês, também conhecido como Dezembro Vermelho, alerta para os casos de HIV notificados em 2017 no País, que somam 42,4 mil — 6% a mais que os 40 mil de 2016. O número de incidências aumentou, e o acesso ao tratamento assim como o diagnóstico precoce têm auxiliado na diminuição do índice de mortalidade, apresentando queda de 14,8% entre 2007 e 2017.

O Boletim Epidemiológico divulgado anualmente pelo Ministério da Saúde ainda mostra que 73% das novas infecções de HIV que ocorrem no Brasil são em homens, sendo 70% dos casos entre homens de 15 a 39 anos de idade. O diagnóstico precoce ainda permite evitar a transmissão de mães infectadas para seus bebês. A taxa de infecções em crianças expostas ao HIV por meio do útero materno registrou queda de 2,6 para 2,1%, como efeito da maior detecção entre as gestantes, que subiu de 2,7 para 2,8%.

Tratamento

Ter Aids e HIV são a mesma coisa? Não necessariamente. Aids é o estágio final da doença provocada pelo HIV, um vírus que causa graves danos ao sistema imunológico. Hoje, graças aos tratamentos disponíveis, é possível viver muitos anos sem atingir essa etapa final. A detecção de aids — ao contrário dos diagnósticos do vírus —, caiu de 39,1 mil casos para 37,7 mil, de 2016 para 2017, ou de 19 para 18,3%.

A detecção do vírus impacta no início precoce do tratamento. Por isso, o Boletim informou que, a partir de janeiro de 2019, haverá oferta do autoteste de HIV na rede pública de saúde, indicado para populações-chave e pessoas ou parceiros que usam medicamento de pré-exposição ao vírus. Os dados mostram uma redução de 16% dos casos de óbitos por Aids no País nos últimos quatro anos, e fatores como a garantia do tratamento para todos, os avanços quanto ao diagnóstico, a ampliação do acesso à testagem e a redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento contribuíram para a queda.

“Cuidar da saúde das pessoas que atendemos é uma forma de mostrar o quanto a empresa os valoriza e se importa com eles. Esse tema é bastante delicado e mesmo nos dias atuais é marcado pela discriminação e pelo preconceito. Sabemos que para ajudar a quebrar esse tabu o conhecimento, além do apoio profissional e familiar é muito importante”.

Daniel Mesquita, enfermeiro da Bayer