Saúde e Necessidades Sociais

Tuberculose - Uma nova terapia para uma velha doença

Durante muito tempo, a comunidade médica acreditou que a tuberculose estava em declínio, controlada com sucesso pela medicina moderna. No entanto, nove milhões de novos casos de tuberculose ativa são registrados a cada ano, e a OMS estima que cerca de 1,5 milhões de pessoas morrem vítimas dela anualmente - pessoas que não têm acesso à medicina moderna. Isto porque a tuberculose (TB) é primariamente uma doença que afeta o pobre.

Por meio de sua divisão Pharmaceuticals, a Bayer está envolvida em duas iniciativas para combater a tuberculose, nos países em desenvolvimento. Em primeiro lugar, a empresa apoia o "Stop TB Partnership (Parceria para Neutralizar a TB)" da Organização Mundial da Saúde (OMS), que fixou a meta de reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de tuberculose, em todo o mundo, até 2015.

E desde 2012, a Bayer tem também cooperado com outras empresas farmacêuticas e instituições de pesquisa e da Fundação Bill e Melinda Gates, para desenvolver novos tratamentos. Um objetivo importante é reduzir o período de tratamento dos habituais seis meses, ou mais: muitos pacientes estão, atualmente, parando o tratamento ou não se mantendo nele até o fim, o que está provocando a formação de bactérias resistentes.

Na busca de uma terapia de combinação, com substâncias ativas já desenvolvidas, a Pharmaceuticals disponibilizou seu antibiótico de grande espectro, com a substância ativa moxifloxacina, para a organização sem fins lucrativos - Aliança Global para o Desenvolvimento da Droga contra a Tuberculose (aliança contra a TB), para estudos clínicos. O estudo REMoxTB - o maior estudo clínico em relação à terapia da tuberculose - foi de 2008 a 2012, com o objetivo de demonstrar que a terapia da tuberculose pode ser reduzida de seis para quatro meses, em presença de moxifloxacina, para o regime de tratamento. Infelizmente, este objetivo não pode ser alcançado. No entanto, o estudo de base ampla, forneceu informações valiosas sobre a doença, e mostrou que um grande estudo clínico, em conformidade com os mais elevados padrões, é viável também em países com uma infraestrutura precária, e uma alta carga de sofrimento decorrente da doença.