São Paulo, 16 de Agosto de 2012

Doença, que é a principal causa de infertilidade no sexo feminino, afeta uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva.

Brasileiras ganham primeiro tratamento específico para endometriose



Existe alívio para as mulheres brasileiras que convivem com a dor pélvica associada à endometriose. Sintomas como cólicas menstruais fortíssimas, relações sexuais dolorosas, dor para urinar ou evacuar e dor na parte inferior das costas ou do abdome prejudicam a saúde emocional e a qualidade de vida das pacientes de endometriose em vários aspectos. Mas a partir de agora, as mulheres poderão contar com um novo tratamento: Allurene® (comprimidos de 2 mg dienogeste), da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e já disponível nas farmácias. Este é o primeiro tratamento de longo prazo ministrado por via oral com dose única diária e desenvolvido especificamente para aliviar a dor em mulheres com endometriose.


"Uma vez diagnosticadas, as pacientes com endometriose devem utilizar um tratamento para lidar com a dor causada pela doença", explica o Dr. Maurício Simões Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE). Allurene® é uma opção importante para essas pacientes, pois os estudos clínicos demonstram que é capaz de aliviar a dor crônica causada pela endometriose, incluindo dor menstrual e dor durante a relação sexual. “Este é o primeiro tratamento inovador em mais de 20 anos para ajudar essas mulheres, o que é encorajador", complementa o especialista.


Estudos de mais de 15 meses de duração comprovaram que Allurene® é eficaz em proporcionar alívio da dor em mulheres com endometriose¹, pois contém um progestogenio (composto sintético com efeito similar ao da progesterona) chamado dienogeste, que suprime os efeitos do estradiol no tecido endometrial e efetivamente reduz a dor pélvica.²



O que é endometriose?


A endometriose é caracterizada pela presença do endométrio - tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. Todos os meses, o endométrio fica mais espesso à espera de um bebê e quando a mulher não engravida, ele descama e desce a menstruação. Acontece que, em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal.


De acordo com uma pesquisa comportamental realizada em junho pela Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), apoiada pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals, com 5 mil mulheres acima de 18 anos de todo o país, 55% delas não sabem o que é a doença e 66% não conseguem identificar a que a patologia está associada.³


As causas da doença ainda não são conhecidas4, mas sabe-se que há um risco aumentado de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã sofrem com a doença5,6.


É importante destacar que a doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente tem em torno dos 30 anos. “Infelizmente, o diagnóstico não costuma ser tão rápido por falta de informação e acesso aos serviços de saúde, o que se torna um problema para as mulheres”, diz o Dr. Abrão.


A doença pode ser de grande impacto na vida social, profissional e pessoal da paciente e mulheres com endometriose muitas vezes experimentam uma maior incidência de depressão e estresse emocional devido à incerteza do diagnóstico, à imprevisibilidade dos sintomas e à dificuldade de viver uma vida normal.7



Reconhecendo os sintomas


Os sintomas da endometriose podem variar de acordo com cada pessoa; existem mulheres que sofrem dores incapacitantes e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. A doença acomete hoje cerca de seis milhões de brasileiras, sendo que até 50% delas podem ficar inférteis 8.


Entre os sintomas mais comuns estão:

• Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação
• Dor pré-menstrual
• Dor durante as relações sexuais
• Dor difusa ou crônica na região pélvica


Outros sintomas:

• Fadiga crônica e exaustão
• Sangramento menstrual intenso ou irregular
• Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação
• Dificuldade para engravidar e infertilidade


O ginecologista Dr. Carlos Alberto Petta, professor do Departamento de Ginecologia da Unicamp, reforça que o diagnóstico é demorado. Na pesquisa realizada pela SBE, somente 33% das mulheres citaram infertilidade, cólica menstrual intensa e dor durante a relação sexual como os principais sintomas da endometriose.



Como diagnosticar e tratar a endometriose?


É importante que toda mulher tenha o hábito de ir ao ginecologista para acompanhamento de sua saúde. No caso da endometriose, ela mesma pode ajudar o médico ficando atenta aos sintomas. Como primeiro passo, há o exame ginecológico. Em seguida, o médico poderá requisitar os seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ressonância pélvica ou ultrassonografia transvaginal e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença.


No momento, ainda não há cura para a doença e não existe atualmente uma única abordagem ideal para o tratamento da endometriose, portanto, o tratamento deve ser adaptado para cada paciente. A remoção cirúrgica das lesões de endometriose é uma opção. A outra é a medicação. Os medicamentos são prescritos para tratar os sintomas dolorosos da endometriose. O Allurene® é uma nova terapia oral desenvolvida e aprovada para o uso exclusivo de pacientes com endometriose, oferecendo um tratamento novo e sob medida. Conforme pesquisa comportamental da SBE, 88% das mulheres brasileiras desconhecem uma opção de tratamento para a doença.


"É muito comum que as mulheres vivam por vários anos com a dor da endometriose antes de receberem um diagnóstico oficial. Isso, muitas vezes, significa um atraso na gestão da doença, consequentemente, afetando de forma negativa a sua vida profissional, social e psicológica", comenta o Dr. Maurício Abrão. "É importante as mulheres conhecerem mais sobre os sintomas da endometriose, em vez de apenas ficar pensando que a dor pélvica é normal. Elas precisam saber que a dor da endometriose  é real e pode ser tratada. Por isso, é importante que falem com seus médicos. A disponibilidade de um novo tratamento é uma boa notícia e um passo na direção certa", reforça o Dr. Abrão.


É de suma importância destacar que, quando não há um controle adequado da doença, esta pode evoluir e acarretar mais complicações ou até desencadear outras patologias, como o câncer. Sabe-se, porém, que o risco de a doença virar câncer é mínimo – varia de 0,5% a 1% do total.



Impacto da endometriose


A endometriose afeta mulheres durante os principais anos de suas vidas, no momento em que elas deveriam estar terminando seus estudos, iniciando ou mantendo suas carreiras, construindo relacionamentos e, talvez, começando a formar uma família.


De acordo com a ONU (Organizações das Nações Unidas), a endometriose afeta 176 milhões de mulheres no mundo todo. O Estudo Global de Saúde da Mulher (GSWH) reuniu 1.418 mulheres entre 18 e 45 anos, de 16 centros em 10 países (inclusive o Brasil) nos cinco continentes. Foram recrutadas apenas mulheres que tiveram sua endometriose detectada após a cirurgia de laparoscopia. Na pesquisa, foi detectado que mulheres com endometriose sofrem uma perda 38% maior da produtividade no trabalho do que aquelas sem endometriose - esta diferença foi explicada principalmente por uma maior gravidade dos sintomas de dor entre mulheres com endometriose. O lazer também sai prejudicado, assim como atividades do dia-a-dia como tarefas domésticas, prática de exercícios, estudos etc., que também ficam postas de lado.


De acordo com o Dr. Carlos Alberto Petta, as pacientes apresentam diminuição da qualidade de vida e redução de suas atividades, gerando problemas psicossociais, frustração e isolamento. Há também um impacto causado pelas perdas de horas de trabalho, absenteísmo etc.



Endometriose e infertilidade


A endometriose lidera as causas de infertilidade entre mulheres acima dos 25 anos, sendo possível que aproximadamente 30 a 40% das mulheres inférteis tenham algum grau de endometriose.9 A doença pode causar o estreitamento das trompas, órgão que conduz o óvulo ao útero, além de poder se associar a alterações hormonais e imunológicas que dificultariam a gestação.



Sobre Allurene®

Allurene® (comprimidos de 2 mg dienogeste) é indicado para o tratamento da dor pélvica associada à endometriose. Os ensaios clínicos sobre a eficácia de Allurene® duraram até 15 meses. Em ensaios clínicos, Allurene® foi geralmente bem tolerado.



Referências

1 Monografia de Allurene 2012. Pág 21
2 Monografia de Allurene 2012. Pág 14
3 Pesquisa SBE em parceria com a Bayer Healthcare.
4 Allen C, Hopewell S, Prentice A, Gregory D. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs for pain in women with endometriosis.
Cochrane Database Syst Rev 2009;(2):CD004753.
5 Nouri K, Ott J, Krupitz B, Huber JC, Wenzl R. Family incidence of endometriosis in first-, second-, and third-degree relatives: case-control study. Reprod Biol Endocrinol 2010;8:85–91.
6 Kennedy S, Bennett S, Weeks D. Genetics and infertility II Affected sib-pair analysis in endometriosis.
Hum Reprod Update 2001;4:411–418.
7 Kennedy S, Bergqvist A, Chapron C, D Hooghe T, Dunselman G, Greb R, Hummelshoj L, Prentice A, Saridogan. ESHRE guideline on the diagnosis and management of endometriosis. Human Reproduction 2005;20(10):2698-2704.
8 Ministério da Saúde
9  Cox, H., Henderson, L., Wood, R., & Cagliarini, G. (2003). Learning to take charge: Women’s experiences living with endometriosis. Complementary therapies in nursing e midwifery, 9, 62-68.




Sobre a Bayer HealthCare Pharmaceuticals
A Bayer HealthCare Pharmaceuticals, divisão da Bayer HealthCare, reúne 38 mil funcionários, em mais de 150 países e está entre as 10 maiores corporações de especialidades farmacêuticas do mundo com faturamento anual superior a €10 bilhões. A Bayer HealthCare Pharmaceuticals é formada pela união mundial da Bayer e da Schering AG, oficializada em 2006. A unidade brasileira é a sua maior subsidiária na América Latina. A atuação no Brasil contempla diferentes áreas de negócio: Saúde Feminina, Medicina Especializada, Medicina Geral e Radiologia e Intervenção.


Informações à imprensa - Burson-Marsteller
Alberto Madjer: (11) 3040-2412 / alberto.madjer@bm.com
Emilia Calábria: (11) 3094-2253 / emilia.calabria@bm.com
Fabiana Delgado: (11) 3094-2242 / fabiana.delgado@bm.com
Regina Ielpo: (11) 3094-2245 / regina.ielpo@bm.com
Renata Faila: (11) 3040-2396 / renata.faila@bm.com









top
top
top
top
top
top
top
top
top
Busca
Links Específicos
Programas Links

BYEE


Programa de Estgio 2014


Banner


podcast

Publicações
Calendário
Aumentar pgina Tamanho normal Diminuir pgina